Túnel do autoconhecimento

O caminho que leva a uma nova realidade.
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Mais terapias de Patricia Cana Verde
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Do reencontro com o lado escuro que habita a alma nasce o perdão a si mesmo.

A compaixão cega por si mesmo e pelo outro cria um embate interior que enraíza o gatilho da dor. A linguagem subjetiva mistifica a significação espiritual de compaixão e conduz o indivíduo a certezas mascaradas pela compreensão inexata, contraditória de seu real conceito.

O indivíduo adentra o túnel escuro da racionalidade e se depara com o medo. Assustado, nega-se a seguir adiante, mesmo com a clareza que a consciência tem de estar indo ao encontro da luz, já que todo túnel possui uma saída; é apenas uma passagem que conecta dois espaços, dois estados – inconsciência e consciência.

A entrada no túnel exige uma entrega ao desconhecido, a princípio, que só se desvela conhecido durante uma determinada permanência na escuridão. Acessar o ponto de conforto dentro do desconhecido é o primeiro passo para o autoconhecimento.

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Ao encarar o primeiro obstáculo, o medo, o limite da razão se projeta como um muro instigante que convida o indivíduo a pelo menos escalá-lo. Sobre o muro alcança sua primeira conquista e é presenteado com a possibilidade de observar todos os pontos visíveis (tanto os fortes quanto os vulneráveis), bem como, um capitão diante do mar.

A partir da observação silenciosa, o conhecimento interno de si passa a se constituir e o pertencimento da decisão sobre que lado seguir passa a ser da consciência. Um olhar abrangente se expressa e o princípio da relatividade se aplica (todo visível é levado em consideração).

A pausa ocupa seu espaço dentro do túnel escuro e o indivíduo passa a respirar… de fato. O fator inibidor já não está mais presente e a escuridão aconchega o ser essencial em seu ninho, sua origem, seu lugar conhecido e seguro. A consciência e a inconsciência se “intimizam” (tornam-se íntimas), envolvem-se e iniciam um trabalho conjunto para que a evolução consciente do ser aconteça (É importante ressaltar que tudo que não evolui conscientemente, degenera).

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Há sempre uma pitada de luz no fim do túnel e é lá que mora a nova realidade. A passagem pelo túnel é de primordial importância, sem ela sobram apenas degeneração ou destruição.

O túnel é o lugar do autoconhecimento. É lá que o processo inicia sua materialização. Fugir dele é como fugir de si mesmo… é afastar-se do renascimento.

“Nasce o dia… vem a noite

Os olhos se fecham, o escuro nos adentra

É seguro, confortável, acolhedor

Tempo de silenciar

Pausar, descansar

O folego se instaura

O ciclo é diário

O movimento se repete

A luz e a escuridão se diluem

Uma na outra

Numa passagem lenta

Frequencial”

A vida cotidiana acompanha esse movimento, talvez numa outra frequência, mas sempre entre a noite e o dia, a escuridão e a luz, a tristeza e a alegria, a doença e a saúde, as dificuldades e as conquistas, a inquietação e a serenidade… a morte e a vida.

Uma senóide sem fim!

A conexão é evidente, os túneis diários e a escuridão o ninho…

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Entregue-se a ela, aninhe-se, atravesse o túnel e acenda a luz.

É aí que mora o autoconhecimento!

 

Sugiro a leitura do texto TEOR DA COR de minha autoria publicado no Blog Veia Cilíndrica.

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