Lições de Poder: a diferença entre o transitório e o perene

O modelo de poder no mundo ainda é o poder sobre o outro.
Definição do Dicionário: “Poder é o direito de deliberar, agir, mandar e, dependendo do contexto, exercer sua autoridade, soberania, a posse de um domínio, através da influência ou da força.”
Segundo a sociologia, poder é a habilidade de impor a sua vontade sobre os outros, e existem diversos tipos de poder: o poder social, o poder econômico, o poder militar, o poder político, entre outros.
Intrigas, manipulações, propagandas enganosas, mentiras e violência vão em seu nome.
Jogos de poder estão por todos os lados, inclusive nas relações íntimas, como os casamentos.
Todas as dinâmicas de poder são transitórias nas relações humanas. Umas podem levar mais tempo do que outras, mas a natureza dessas dinâmicas é transitória. O dominante que vira o dominado, o dominado vira o dominante. Impérios caem e outros surgem. É a história da Humanidade.
O modelo de poder ainda é o da dominação. Os sistemas político e econômico são desenhados a partir das polaridades do poder e da impotência, do forte e do fraco, do dominante e do dominado.
Qual o interesse das guerras entre países, ou facções, grupos e indivíduos, senão a batalha pelo domínio? Quando a batalha não é territorial, é intelectual.
Observe qualquer discussão política em que exista o interesse de estar certo sobre o assunto em questão e verifique por si mesmo(a). O interesse não é pelo conhecimento, é pelo direito de estar certo.
E não se engane. Esse modelo está profundamente enraizado em nossas mentes.
O poder genuíno é a vida
Naqueles raros momentos em que conseguimos relembrar a vida como o milagre que é, e que também somos vida, o paradigma de poder começa a mudar. O poder de assumir a si mesmo e a própria vida varre a necessidade de poder sobre o outro.
O verdadeiro poder está em se afirmar na realidade de si mesmo, em toda a sua glória. Experimentamos o próprio poder quando reconhecemos e validamos a nossa experiência real. Verdadeiro poder é quando estamos em coerência com a nossa realidade interna e, a partir daí, respondemos à realidade externa.
Conhecer os próprios limites também é poder
Especialmente conhecer os próprios limites diante das leis universais, as quais todos nós estamos sujeitos.
Na Constelação Familiar, estudamos o equilíbrio entre o dar e o tomar. Esta é uma dessas leis presentes na vida: vida é troca, é compartilhar o presente em TODAS as interações. A dinâmica das relações é enriquecida quando esse equilíbrio dinâmico é nutrido e considerado. Muitas relações definham pelo desconhecimento desse princípio.
A vida funciona num equilíbrio dinâmico, numa troca constante entre o que entra e o que sai, entre o dar e o receber. É a homeostase da vida. Nas relações, o ato de dar trata-se de dar o que temos e o que podemos, e o que o outro lado quer e pode receber, sendo capaz de retornar e compensar de alguma forma, mantendo-se a dignidade e a integridade. O receber trata-se de receber somente o que o outro quer e pode nos dar, e também, que somos capazes de compensar de alguma maneira.
Em qualquer relação, mas especialmente nas amorosas, quem oferece mais do que tem para dar, em algum momento acredita que é superior ao outro. Quem recebe mais do que pode lidar, sente uma sobrecarga e acaba afastando-se de uma forma ou de outra.
Como seria a realidade externa, se o modelo fosse o de respeitar o outro como é, e cooperar para que o outro alcance o máximo poder em si mesmo(a)?
É utopia desejar que a consciência coletiva no mundo transforme-se rapidamente. O mundo é como é (ou está como está), as coisas são como são e as pessoas também. Mas é absolutamente possível trazer esse nível de integridade para as relações mais significativas.
Isso é escolha, e escolha é parte do poder que nos cabe.
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