Cultura de startup: como criar uma cultura organizacional sólida e saudável?

Confira dicas e 4 passos para colocar em prática!
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Para ter sucesso na definição da cultura organizacional de uma startup, é crucial entender que isso não é uma preocupação exclusiva de empresas com mais de 100 colaboradores.

Na realidade, assim que você contrata um único profissional, ele traz consigo uma nova influência cultural.

Portanto, mesmo que sua organização seja enxuta e tenha apenas alguns colaboradores, além dos fundadores, sua cultura já está em processo de formação.

Neste artigo, trouxe algumas dicas valiosas que podem auxiliar na criação de estratégias para cultivar a cultura da sua empresa, independentemente de ela ser uma startup ou uma organização mais estabelecida.

É essencial reconhecer que a cultura começa a ser moldada desde o primeiro dia e que a atenção a esse aspecto é vital para o sucesso a longo prazo de qualquer empresa, independentemente do tamanho.

Sou Rodrigo Roncaglio, CEO do Guia da Alma: plataforma de saúde mental para empresas e pessoas. Boa leitura!


O que é a cultura de startups? Conheça a definição!

O que é a cultura de startups? Conheça a definição

Foto: AboutImages – Envato

Idalberto Chiavenato, escritor, professor e consultor administrativo brasileiro muito conhecido por seus livros nas áreas de Administração de Empresas e Recursos Humanos, define cultura organizacional como:

“[…] o conjunto de hábitos e crenças estabelecidos através de normas, valores, atitudes expectativas compartilhados por todos os membros da organização.

Ela refere-se ao sistema de significados compartilhado por todos os membros e que distingue uma organização das demais.

Constitui o modo institucionalizado de pensar e agir que existe em uma organização […]”

Assim, é possível afirmar que a cultura organizacional é importante para a gestão de startup, pois reflete diretamente a ética e moral da empresa, através de direcionamentos para os colaboradores sobre como se relacionar no ambiente ou fazer as suas demandas habituais.

A maioria das startups começa sua jornada com equipes reduzidas, imersas no desenvolvimento de produtos e focadas principalmente em crescer e atrair clientes.

Nesse contexto, é comum que os fundadores subestimem a importância de estabelecer uma cultura empresarial saudável desde o início, uma vez que enfrentam inúmeros desafios diariamente.

Felizmente, estamos vivendo em uma época em que as startups têm a capacidade de atrair profissionais talentosos e dedicados, o que muitas vezes faz com que os colaboradores não deem tanta importância a essa questão nos estágios iniciais, especialmente se a equipe for jovem e compacta.

No entanto, esse entusiasmo inicial tende a diminuir com o tempo.

O estágio inicial de uma startup é frequentemente o momento ideal para investir na construção da identidade e da cultura organizacional.

Ao moldar as expectativas e os valores desde cedo, é possível evitar lacunas e insatisfações no futuro.

Dessa forma, vamos entender como funciona, mais detalhadamente uma cultura organizacional.

A definição da cultura organizacional de uma empresa requer uma análise dos elementos essenciais que a compõem.

Esses elementos desempenham um papel fundamental na solidificação da identidade corporativa e, ao mesmo tempo, fornecem um meio eficaz de descobrir a missão, os valores e os objetivos da empresa.

Os principais aspectos a serem levados em consideração incluem:

  • Crenças empresariais: estas são moldadas pela interação das pessoas no ambiente de trabalho e influenciam profundamente a cultura da empresa;
  • Valores organizacionais: esses valores refletem a importância relativa que cada elemento possui dentro da estrutura da organização, destacando o que é prioritário;
  • Costumes a serem praticados: os costumes são a manifestação tangível dos valores e crenças, representando a forma como a cultura se manifesta no dia a dia;
  • Ritos e atividades: são práticas recorrentes que visam ao aperfeiçoamento contínuo e à promoção dos valores da empresa;
  • Cerimônias realizadas: tanto formais quanto informais, essas cerimônias são conduzidas pelos membros da empresa e desempenham um papel importante na consolidação da cultura empresarial.

Esses pontos essenciais constituem a base para a construção e a manutenção de uma cultura organizacional sólida e coerente, refletindo os valores e objetivos compartilhados pela equipe e pela empresa como um todo.

Quais os impactos do ecossistema de startup na saúde mental do colaborador?

Quais os impactos do ecossistema de startup na saúde mental do colaborador?

Foto: Pressmaster – Envato

O ecossistema de startups é conhecido por sua cultura ágil, ritmo acelerado e foco na inovação.

Embora essas características possam ser empolgantes e recompensadoras, também podem ter impactos significativos na saúde mental dos colaboradores.

É essencial entender esses efeitos para promover um ambiente de trabalho mais saudável e produtivo:

  1. Pressão e estresse elevados: a pressão para atingir metas, cumprir prazos apertados e superar desafios constantes é uma realidade nas startups. Isso pode levar a níveis elevados de estresse entre os colaboradores, o que, se não gerenciado adequadamente, pode resultar em problemas de saúde mental, como ansiedade e depressão;
  2. Longas jornadas de trabalho: muitas startups têm uma cultura que valoriza longas jornadas de trabalho, incluindo noites e fins de semana. Isso pode levar à exaustão e ao desgaste mental, prejudicando a qualidade de vida e o bem-estar dos colaboradores;
  3. Incerteza e insegurança: a natureza volátil das startups pode criar incerteza em relação ao futuro da empresa e dos empregos dos colaboradores. A insegurança financeira e profissional pode ser uma fonte significativa de estresse e ansiedade;
  4. Isolamento social: em muitas startups, as equipes são pequenas e as demandas são altas, o que pode resultar em isolamento social. Isso pode levar à solidão e ao sentimento de falta de apoio emocional;
  5. Priorização da saúde mental: é crucial que as startups priorizem a saúde mental de seus colaboradores. Isso inclui a promoção de ambientes de trabalho que incentivem a abertura sobre problemas de saúde mental, ofereçam recursos de apoio, como aconselhamento, e promovam um equilíbrio saudável entre trabalho e vida pessoal;
  6. Liderança consciente: líderes de startups desempenham um papel fundamental na criação de uma cultura de apoio à saúde mental. Eles devem demonstrar preocupação genuína com o bem-estar dos colaboradores, estar disponíveis para ouvir preocupações e promover políticas que favoreçam a saúde mental.

Quando se trata de novas gerações, a questão da saúde mental é mais enfatizada nas startups.

Os profissionais da geração Z, conhecidos pelo espírito empreendedor, atribuem um valor consideravelmente maior à cultura organizacional.

Para eles, é comum decidir deixar uma empresa caso não se identifiquem com os princípios fundamentais da mesma.

Essa geração tende a buscar ambientes que ofereçam segurança psicológica, a oportunidade de expressar suas opiniões e de se desenvolver, além de espaço para explorar novas ideias e abordagens.

O engajamento desses profissionais é impulsionado principalmente pela motivação pessoal, o que tem resultado na criação de novos modelos de trabalho que priorizam a flexibilidade e o bem-estar mental.

Outro ponto relevante é a crescente ênfase na liderança ESG (Ambiental, Social e de Governança), onde as lideranças estão cada vez mais abertas a discutir e implementar iniciativas relacionadas a sustentabilidade, diversidade, inclusão e questões ambientais.

Isso reflete a importância atribuída por essa geração a esses valores em suas escolhas profissionais e no ambiente de trabalho.

Gestão de pessoas em startups: qual o papel de founders, líderes e RH?

Gestão de pessoas em startups: qual o papel do RH?

Foto: nebojsa_ki – Envato

Na dinâmica das startups, a gestão de pessoas desempenha um papel crucial. Founders, líderes e RH assumem um papel estratégico nesse contexto.

O RH em startups desempenha várias funções essenciais que contribuem para o sucesso da empresa e a construção de sua cultura organizacional, tais como: recrutamento e seleção, desenvolvimento pessoal, gerenciamento de benefícios e bem-estar, comunicação interna e gestão de conflitos.

Porém, em startups enxutas nem sempre há um setor de RH bem definido e distribuído.

Por isso, tanto founders, como líderes e outros membros, são peças fundamentais para criar uma cultura de startups saudável desde o princípio.

As primeiras pessoas que formam a equipe desempenham um papel fundamental na construção e manutenção da cultura da startup.

Algo que muitos mentores já me falaram ao longo dessa jornada é que: cultura não é o que você cola na parede, mas sim o que a empresa vive no dia a dia.

É importante envolver a equipe na vivência dos valores da empresa, garantir que esses valores sejam comunicados e incorporados em todas as atividades e ajudar a manter um ambiente de trabalho inclusivo e positivo. Além disso, é importante garantir que esses valores sejam mantidos à medida que a startup cresce.

 

Os 4 passos para criar uma cultura organizacional sólida e saudável

Os 4 passos para criar uma cultura organizacional sólida e saudável

Foto: nebojsa_ki – Envato

Veja um guia para criar uma cultura empresarial que estimule a inovação aberta!

1. Definição do código de cultura

1. Definição de valores e princípios

Definir valores e princípios desempenha um papel central na construção de uma cultura organizacional sólida.

Primeiramente, esses elementos proporcionam uma orientação compartilhada, alinhando todos os membros da organização em relação aos objetivos e à maneira de alcançá-los.

Eles também facilitam a tomada de decisões consistentes, garantindo que escolhas em todos os níveis estejam em conformidade com a visão da empresa.

Além disso, valores e princípios comunicam a identidade da organização, atraindo talentos que compartilham esses valores e criando um ambiente de trabalho mais saudável e engajador.

Eles também servem como guias para resolver conflitos e dilemas éticos, promovendo uma cultura positiva e coesa.

Você pode definir:

  • Missão, visão e valores;
  • Princípios e boas práticas;
  • Regras gerais.

E unir tudo isso em um código de cultura para ser compartilhado com a equipe, e constantemente atualizado.

Em uma startup são frequentes princípios voltados à inovação. Mas inclua também boas orientações para manter a saúde em dia 😉

Aqui no Guia da Alma, por exemplo, temos em nossos princípios que, para levar saúde mental mais longe, precisamos primeiro estar com a nossa em dia!

2. Comunicação transparente

2. Comunicação transparente

A comunicação interna transparente nas empresas é a base da confiança mútua entre liderança e equipe, permitindo que os colaboradores compreendam a visão, missão e valores da empresa de maneira clara e honesta.

Essa clareza cria um ambiente em que os valores da organização se tornam tangíveis, moldando o comportamento dos colaboradores e fortalecendo a coesão cultural.

Além disso, a transparência na comunicação facilita a resolução de problemas, estimula a inovação e a colaboração, e mantém os colaboradores engajados e informados.

Ao criar um senso de pertencimento e valorização, a comunicação transparente promove um ambiente de trabalho dinâmico e criativo.

Também reduz a disseminação de rumores e informações imprecisas, fornecendo informações precisas diretamente das fontes confiáveis.

Isso resulta em uma tomada de decisões mais informada, reduzindo a resistência às mudanças e promovendo a aceitação das decisões da liderança.

  • Tenha uma prática de feedback construtivo entre os colaboradores;
  • Crie manuais de comunicação da empresa;
  • Incentive uma comunicação empática e assertiva.

3. Envolvimento dos colaboradores

3. Envolvimento dos colaboradores

Quando os membros da equipe se sentem verdadeiramente envolvidos, eles têm um senso de propriedade e pertencimento à organização, o que fortalece os valores e objetivos compartilhados.

Isso cria um ambiente onde todos estão alinhados com a visão da empresa, trabalhando em direção a metas comuns e contribuindo para a cultura de forma significativa.

Além disso, o envolvimento dos colaboradores promove a inovação e a colaboração.

Pessoas envolvidas estão mais propensas a compartilhar ideias, conhecimento e experiências, o que impulsiona o crescimento da organização. Esse ambiente fomenta a aprendizagem contínua, a adaptação às mudanças e a busca por soluções criativas.

Por último, mas não menos importante, o envolvimento dos colaboradores cria uma atmosfera de satisfação e bem-estar no trabalho.

Quando os colaboradores se sentem valorizados, ouvidos e respeitados, seu nível de motivação e comprometimento aumenta.

Isso, por sua vez, resulta em maior produtividade, retenção de talentos e uma cultura organizacional saudável e positiva.

  • Relembre constantemente dos valores da empresa;
  • Contrate profissionais que tenham “fit” com a cultura da empresa e apresente a eles a cultura da startup no onboarding;
  • Revise constantemente como está sua cultura, e atualizando o código quando necessário;
  • Envolva os colaboradores no processo de atualização.

4. Desenvolvimento de liderança

4. Desenvolvimento de liderança

Líderes eficazes são os principais impulsionadores da cultura, pois estabelecem o tom e servem como modelos de comportamento.

Quando os líderes são treinados e capacitados para promover valores, normas e objetivos alinhados com a cultura desejada, eles inspiram os colaboradores a seguirem o mesmo caminho.

Além disso, líderes bem desenvolvidos são capazes de criar um ambiente de trabalho onde a comunicação é transparente, os colaboradores se sentem valorizados e os conflitos são resolvidos de maneira construtiva.

Eles fomentam a colaboração, a inovação e a aprendizagem contínua, promovendo um clima de confiança e respeito mútuo. Isso, por sua vez, contribui para uma cultura saudável e positiva.

Por último, líderes que investem no desenvolvimento de suas equipes têm maior probabilidade de reter talentos e promover o crescimento profissional dos colaboradores.

Isso fortalece a coesão cultural e cria um ambiente onde todos se sentem motivados e engajados em alcançar os objetivos organizacionais.

Exemplos reais de sucesso na cultura de startup e empresas

Exemplos reais de sucesso na cultura de startup e empresas

Foto: Prostock-studio – Envato

Não é o suficiente ter os valores e princípios escritos em algum arquivo compartilhado com a equipe; é crucial colocá-los em prática, e isso requer a implementação de políticas e processos sólidos.

Um exemplo disso é a Google, que adota a política de dedicar 20% do tempo dos colaboradores a projetos inovadores, resultando em produtos notáveis, como o Google Now e o Gmail.

Empresas reconhecidas por sua cultura inovadora investem em espaços de trabalho dinâmicos e áreas de descompressão para que os colaboradores possam relaxar e recarregar as energias, o que, por sua vez, estimula a criatividade.

A Pixar, por exemplo, adota a política das dailies, onde os colaboradores compartilham diariamente seus trabalhos, mesmo que ainda estejam inacabados, para receber feedback construtivo e promover trocas criativas.

A Amazon, por sua vez, segue o processo Working Backwards (trabalhando de trás para frente) para lançar produtos, como o Kindle e os serviços da AWS. Nesse processo, a empresa elabora um press release e um FAQ antes mesmo de criar o produto, focando em entender as necessidades dos clientes antes de desenvolver a solução, o que resulta em ofertas mais alinhadas com as demandas do mercado.

Aqui no Guia da Alma apoiamos startups a colocarem a saúde como pilar e diferencial da sua cultura. Veja alguns depoimentos de colaboradores que fazem terapia em nossa plataforma:

“A melhor sessão que tive na vida!! (…) não consigo descrever o estado de espírito que saí da sessão. Muita gratidão!” Renata Almeida (Gympass)

“Hoje mesmo tive minha sessão de PNL – Programação Neurolinguística, por meio da plataforma Guia da Alma e posso afirmar que contar com terapias complementares vem me direcionando para ser a minha melhor versão todos os dias.” Isadora Brandes Siegel (Vendee)

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Temos como missão guiar pessoas e organizações para que vivam a sua melhor versão, com terapeutas para cuidar, conteúdo para orientar, e tecnologia para facilitar!

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Fundador e CEO do Guia da Alma. Especialista em Saúde Mental corporativa. Especialista em Terapias Complementares. Palestrante e Instrutor de Meditação Mindfulness para Empresas.

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