Como lidar com a rejeição amorosa: 3 passos para o autoconhecimento!

Lidando com a rejeição para fechar antigas portas e abrir novas.
mulher em como lidar com a rejeição
Mais terapias de Raquel Supra
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O processo de como lidar com a rejeição pode ser extremamente desafiador, especialmente quando alguém que significava muito para nós nos diz não.

Essa negação muitas vezes desperta uma mistura de emoções, como raiva, mágoa e frustração, e nos confronta com a realidade de que não somos capazes de controlar o livre arbítrio do outro.

Neste texto, exploraremos os sentimentos e reflexões que surgem diante da rejeição, destacando a importância do autoconhecimento como chave para superar essas experiências dolorosas.

Além disso, abordaremos três passos fundamentais para enfrentar a rejeição e embarcar em um processo de autodescoberta e crescimento pessoal. Boa leitura!


Como lidar com a rejeição quando o outro nos diz não: uma reflexão

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Foto: fizkes – istock

Quando o outro diz não vem a raiva que pode estar maquiada de mágoa, frustração, inconformismo, mas lá no fundo é raiva mesmo.

Não é bom ser contrariado. Não é bom quando o outro quebra a rotina, as expectativas construídas ao longo de anos de convivência, muitas vezes, e nos nega o que sentimos que era nosso quase que por direito.

Normalmente, quando somos frustrados, não compreendemos logo de cara o quanto nós estávamos usando aquela pessoa, em nome do amor, em nome dos laços familiares, em nome da amizade, enfim, como um objeto de apoio para o que não queremos desenvolver em nós, para o que não queremos fazer por nós.

Usamos a força do outro, ao invés da nossa própria, e sim, esquecemos que esse outro também é um ser em desenvolvimento e precisa da própria força.

E o carinho? A afeição? O amor? Como o amor pode florescer em dois prisioneiros do apego?

Talvez nós nunca tenhamos parado para olhar realmente para esse outro e ver além das projeções.

Talvez ele tenha apenas sido alguém útil até agora, que vinha suprindo suas necessidades. Isso nada tem a ver com o amor.

O momento que o outro nos diz não é um momento, que se bem aproveitado, pode nos levar para o reencontro com nossas próprias forças.

Sim, no caminho da liberdade teremos que nos olhar, nos aceitar e fazer por nós tudo aquilo que antes colocávamos como  responsabilidade do outro.

A negação do outro é antes um ato de amor do que desamor. É um basta de me usar! que nos coloca de novo no caminho do amor e da liberdade.

E isso significa que não devemos ajudar mais ninguém? É claro que não.

O que se propõe a ajudar também deve se perguntar:

  1. Eu tenho condições de ajudar?
  2. Eu tenho vontade de ajudar?
  3. Essa pessoa quer a minha ajuda?
  4. Até onde vai a minha ajuda?

Às vezes, fazer tudo pelos outros sem medidas também é uma forma de fugirmos das nossas próprias vidas.

Quando achamos o nosso tesouro, por amor, queremos compartilhá-lo com as pessoas e saímos distribuindo as moedas de ouro por toda parte.

Mas que valor terão essas moedas para essas pessoas que estão recebendo de nós? Com certeza não terá o mesmo valor que nós damos a elas, na maioria dos casos.

Cada um tem seu próprio tesouro a encontrar e, se queremos bem, devemos deixar os outros livres para percorrerem o próprio caminho, auxiliando com responsabilidade.

Como lidar com a rejeição amorosa: 3 passos para o autoconhecimento

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Foto: pixdeluxe – istock

Mas como superar a rejeição?, você deve estar se perguntando.

Não posso mentir e dizer que é super simples, que com alguns passos você vai conseguir juntar todos os cacos do seu ego ferido e se sentir bem novamente.

Especialmente, quando nossas expectativas eram altas, é um processo bastante doloroso, mas ao final trará grande crescimento pessoal. Isso eu posso prometer.

Como lidar com a rejeição? A resposta sempre é autoconhecimento.

1. Afaste-se do fato gerador de estresse

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Vamos pensar em uma situação hipotética em que você pensou que havia encontrado o homem da sua vida para meses depois descobrir que você estava em uma relação aberta, sem saber.

Bravamente, você resolve encarar a realidade e terminar a relação, decepcionada, ainda amando o alecrim.

Logo após o término, parece que seu coração dói apenas por viver a realidade do dia-a-dia.

Nesse estágio, você está com o sentimento de rejeição forte e pode ficar mais pessimista achando que foi esquecida, que apenas a sua vida tem problemas, enfim, como se nada tivesse graça.

Aconselho que, para esse período, logo após a decepção, você realmente se afaste do fato gerador de estresse, nesse caso, o término.

Pense o menos possível, evite passar nos lugares que vocês costumavam ir e preencha a sua vida com outros pensamentos. Não fale sobre a pessoa o dia inteiro. Se dê algum tempo para digerir a situação e se ajustar à nova realidade.

2. Estreite os laços com a sua espiritualidade

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Esse é um ótimo momento para redescobrir e estreitar o contato com sua alma, com a espiritualidade e lembrar da transitoriedade da vida.

Por mais que esteja doendo muito, vai melhorar porque sua vida é muito maior do que uma frustração, ainda que tenha sido uma tremenda rejeição. Algumas formas de entrar em sintonia com sua espiritualidade são:

Quando essa primeira fase, depois da pancada, não estiver doendo tanto, inicie o trabalho terapêutico de limpeza e desligamento.

3. Como lidar com a rejeição? Faça terapia!

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Há diversas técnicas precisas para fazer o desligamento de um relacionamento amoroso, ou ainda, para ressignificar a situação de rejeição, dissolvendo o trauma. E lidar com o apego e dependência amorosa.

O trabalho terapêutico sempre terá dois caminhos que precisamos percorrer ao mesmo tempo:

  1. Temos que ir fundo no inconsciente, olhar para o que dói, para o que preferiríamos esquecer de vez.
  2. Ao mesmo tempo, precisamos acessar instâncias de luz da nossa psique para auxílio, para que possamos vislumbrar quem nós somos e para onde estamos indo.

Superamos situações difíceis através do equilíbrio entre luz e sombra em nós.

Toda situação de rejeição nos põe cara a cara com nossos limites e com os limites dos outros.

Entender que os outros podem sim não nos querer é um passo gigante para que possamos realmente entender, na prática, sobre algo maravilhoso: o livre arbítrio.

Mesmo com todos nossos planejamentos de alma e planos reencarnatórios, quando estamos diante de uma situação aqui na matéria: uma pessoa, um trabalho, uma aptidão em particular, podemos sempre escolher a forma que lidamos com a questão (e o outro também pode).

Por mais que estivesse escrito para o encontro de dois seres acontecer aqui na matéria, um deles ainda pode dizer não e escolher trilhar um outro caminho.

Para o que foi rejeitado fica o aprendizado, assim como o outro pôde negar a conexão, exercendo seu livre arbítrio, o que ficou também pode entender-se como ser divino de múltiplas possibilidades e confiar nos múltiplos caminhos para o crescimento.

A vida é extremamente abundante e, realmente, se uma porta se fecha, outras cinco se abrem, pois seu espírito conhece suas necessidades de crescimento.

Podemos, claro, tirar um tempo para chorar pela porta que se fechou.

Só não podemos ficar a vida toda batendo na porta fechada, sem perceber que outras tantas estão abertas.

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